28/03/2008

Macunaíma diz:

"Ai, que preguiça!"

Ok, não é o Macunaíma que está digitando. Mas, faço das palavras dele, as minhas: Ai, que preguiça (de tudo)!

Well, well...
Quanto tempo, não? Quase três meses sem ao menos postar uma "frase de pára-choque de caminhão" para alegrar suas manhãs (não).

A vida? Vai maravilhosamente bem. 2008 têm sido mágico, incrível!
Tempo? Que isso? Parece que, a medida que os anos passam, essa palavra perde espaço no meu vocabulário.

Desculpem-me, leitores, mas não vou entrete-los com um romance sobre meus maravilhosos últimos meses, mas, prometo que vou atualizar com frequência. Até porque, eu ganhei um selo cheio de brilho e glamour da Gabi (e isso, de alguma forma que Deus vai te explicar, no dia do juízo final, implica que tenho que honrar essa indicação da Diva Mor).






(Desculpe, mas não é para qualquer uma, beijos.)








Essa enrolação toda foi para dizer que: Eu estou de volta!
Aguardem por coisas (in)úteis! :)


27/12/2007

Em 2008, boa sorte!

Faltam poucos dias para 2007 dizer “valeu” e 2008 pintar por aí. Um novo ano, carregado da “esperança de mudança” - sempre aguardada, a cada troca de calendário, por muita gente.

Sou a favor da renovação contínua e do “sendo”, ao invés do “sou” e, por vezes, do “serei”. No entanto, para aqueles que só uma vez por ano, vestem-se de desejos de renovação, lá vai meu voto: SORTE.
Sim, eu desejo muita sorte!



Saúde?
Saúde é prevenção, muitas vezes. E, se você tiver uma doença degenerativa, um tumor no cérebro ou qualquer coisa do tipo, só a sorte mesmo vai te ajudar (ainda mais se você não tiver um bom plano de saúde e depender de hospitais públicos - MUITA SORTE, neste caso).


Dinheiro?
Pare de ser materialista, porra! Dinheiro é trabalho (a não ser que você seja um vagabundo sustentado por sua mamãe ou seu papai). Neste caso, deseje sorte a eles para que continuem trabalhando.

Você não está isento! Também precisará de sorte para aquele(a) que sustente você, não te obrigue a correr atrás do seu dinheiro, por te achar bem grandinho para ser sustentado. Nesse caso, além de sorte, você precisa de vergonha na cara também. Deixe de ser um encosto.

Se você trabalha, sorte para controlar seus surtos, para não ser alvo de algum “fura olho” e para aturar os dias em que seu chefe (porque a maioria é chefe mesmo) estiver de mau humor.


Felicidade?
Onde vende isso? Felicidade cada um constrói, e pode ser de qualquer natureza. Cada um sabe o que o faz feliz (das maiores às menores coisas). Quem é que nunca ficou feliz por ter saciado uma vontade de comer alguma coisa (ou alguém)? É, gente. Canibalismo ainda não saiu de moda e também requer sorte para não gerar uma indigestão.


Amor?
Definitivamente, para isso é que mais se necessita de sorte! Porque amor de verdade, é para quem tem MUITA SORTE.

O que mais tem por ai é gente se enganando (muitas vezes, por opção). E, entenda, amor não é sinônimo de arranjar um(a) namorado(a). Isso não! Por favor, pare de pensar pequeno! As pessoas se submetem a cada coisa para não ficarem sozinhas. É triste, concordo. Agüentam chifre, esculacho, humilhação, ouvir que gosta de outra pessoa, etc, só para não dizer “estou sozinho(a)”. Carência é uma merda, e pessoas que não têm valores, vergonha na cara, amor próprio e orgulho (e há quem diga que orgulho não é importante!) aumentam em progressão geométrica. E olha que nem toquei no quesito moral, hein?

Lembre-se: O amor pode ser visto sobre muitas óticas (união, devoção, amizade, etc), eu te amo não é bom dia e não “ame” por interesse.


Paz? Ok, é importante.
Ainda mais quando morre alguma criancinha arrastada por 6km presa a um cinto de segurança, ou quando o Rolex de algum apresentador de TV é roubado. Acorde! Não é depois da meia noite do dia 31 de dezembro que isso surge. Paz é igual felicidade, sabe? Cada um sabe da sua. Se você está satisfeito no seu conforto, possivelmente você estará pouco se f**endo para aquele menino que acaba de tomar uma surra do pai bêbado, ou para aquela mulher que acabou de perder seu marido, vítima de um assalto. Quando desejar “paz”, pense, antes de qualquer coisa, em “paz para o quê?”.

Para o planeta? Para você? Saia desse mundinho utópico; pare de se escorar na bondade alheia, e, principalmente, tire essa visão mesquinha de achar que não é problema seu. Assuma que os acontecimentos têm dimensões muito maiores do que apresentam (e isso se aplica a problemas de origens diversas).

Pense coletivamente; pense em fazer a sua parte. E, se desejar tomar as rédeas da responsabilidade na busca pela paz, sorte também.

Em suma: Um 2008 FODA (porque um 2008 bom, não é a mesma coisa que um 2008 FODA) e boa sorte para todos nós!


Balanço de 2007

Vinte e sete de dezembro de dois mil e sete. Vivemos sob um calendário cristão e o ano já está acabando, graças ao deus que eu não acredito.

Nem de longe, 2007 foi o que eu esperei que fosse. Foi um ano intenso, onde o que foi ruim, foi muito ruim, e o que foi bom, foi bom “pra caralho” (muito bom não seria equivalente). Sei que aprendi e muito com tudo que aconteceu. Aprendi com as conversas, com minhas escolhas, com tudo que eu fiz e com as conseqüências pelo que deixei de fazer.

Não vou citar nomes e situações que influenciaram meu ano (para o bem ou para o mal). Quando é bom, eu sempre valorizo e agradeço e, quando é ruim, eu desprezo (modéstia à parte, desprezar é uma coisa que eu faço bem).

Em 2007, conheci pessoas e lugares que modificaram minha maneira de ver as coisas. Chorei de rir, me emocionei, senti saudades, me arrependi, dancei, caí, me omiti, fui covarde, fui enganada, fui responsável, exagerada, boba, burra, insensível, acreditei, sonhei, desejei, abracei, me escondi, mudei de idéia, briguei, xinguei, fiz amigos, conquistei amores que eu não queria, me envolvi quando queria ficar longe, perdi a hora, a cabeça, cheguei atrasada, fiz planos para anos a frente. Entre estas e muito mais coisas, eu vivi.

Nada que eu não vá repetir outras vezes, durante a minha vida. O que coloco em cheque é a maneira como repetirei essas doses no próximo ano e nos outros que virão. E, o verbo no pretérito é mera questão de concordância.

Em tão pouco tempo, nunca tive tanta certeza das coisas que quero, dos meus ideais, de quem estou sendo, dos amores que carrego, dos meus valores, das medidas a tomar e do quanto estou sempre apaixonada. Mas, não serei pretensiosa em dizer que, a cada dia, eu me modifiquei. Muitas vezes, senti justamente que estagnara. Senti-me fraca, impotente, desnorteada, triste, decepcionada, mas, em nenhum momento, esses sentimentos duraram o suficiente para me fazer desistir de qualquer coisa. Eles foram intensos, efêmeros e me ajudaram sempre.

Entre mortos e feridos, cá estou. Muito obrigada a todos que fizeram parte de mais um ano da minha vida. Pelos carinhos, risadas, abraços, beijos e todas as coisas. Em especial, agradeço a Julie Taymor, por Across the Universe, um dos filmes mais lindos que eu já vi e que é, no mínimo, apaixonante.


Love is all we need.

10/12/2007

Cariocando

Todo dia ele faz tudo sempre igual – e faz mesmo. Acorda, faz um desjejum não muito farto, mas suficiente. Disseram-no que ele leva uma vida moderna – não tem tempo para aguardar sua esposa e seus filhos para um tradicional encontro em torno da mesa pela manhã. Sua realidade não compete ao que, diria-se, é tradição de burgueses que tanto insistiram na legitimação. Ele sai antes do sol, seu tempo é curto e não pode ser desperdiçado. Um dia árduo o espera.

Ele não é muito diferente. Existem muitos, senão a maioria, como tal. Apressado, corre para pegar seu transporte que o levará para onde tudo acontece. É no Centro do Rio de Janeiro, centro da cidade que é capitalidade do Brasil, espaço de circulação simbólica que seu dia acontece – grande parte a trabalho, entretanto, sem perder o lirismo e deixar de compartilhar do charme de uma cidade legitimadora de artistas.

Ele trabalha como contínuo. Não foi o que sonhara. Quando jovem, dizia que seria doutor, mas nem sabia o que isso queria dizer – apenas repetia o que ouvia de seu progenitor. Seu pai fora migrante do Nordeste que alimentara o sonho de uma vida melhor no ambiente cosmopolita que o Rio de Janeiro oferecia. Dizia a ele que os doutores eram respeitados e que, tudo o que era dito por eles, devia ser seguido. Aquele pobre era nada mais do que vítima do ocidente, viciada no saber científico. Ele cresceu, não se tornou doutor e, a altura em que lembrava do que não foi, se atrasava.

Às 7 horas da manhã, pontualmente, seu chefe já o aguardava. É um português, mais uma personagem do palco onde desfilam tantas nacionalidades. Irritado, vestido com uma blusa de botões abertos e munido de um lenço que não pára de passar sobre a testa, repete: “- Você está atrasado! Você acha que é essa baboseira de Teatro Municipal que paga seu salário? Atrasado de novo!”. E bufava, impaciente. Ele, atrasado, rindo sem jeito e sem graça, não sabia se pedia desculpas ou se apenas pegava os inúmeros papelotes e embrulhos na mesa do português, e corria dali imediatamente.

O português sabia que ele tinha um espírito boêmio. Já o vira inúmeras vezes em frente ao Teatro Municipal, boquiaberto com sabe lá o quê, projetando-se naquele tumulto de gente. Já o vira, inclusive, segurando um copo de cerveja e trocando sorrisos, enquanto contemplava as heranças de Pereira Passos. É fato que o português se irritava com isso. Odiava boêmios e artistas. Considerava esses tais “amantes da cultura” uns vagabundos e, sempre se referia à França com os dentes trincados. Para o português, só o dinheiro compensava.

Ainda assustado com os gritos carregados com um sotaque que ecoava em sua cabeça, saíra com tantos envelopes e pacotes, que facilmente era notado pelas ruas. Entretanto, não mais notado que a arquitetura, que os traços do Barroco, que os traços da modernidade e que os artistas locais. Seguindo pelo Largo da Carioca, observa os artistas urbanos. São pintores, escultores, músicos, enfim, são continuidade da tradição carioca de relacionar-se bem com todos. Sempre sorrindo com o seu chapéu cheio ou vazio, eles estão ali e são parte da cidade. Incorporam-se ao cenário vivo, sem reverenciar nenhum corpo moral.

De endereço a endereço, ele prossegue e dá uma pequena pausa para um lanche - nem sempre ele almoça (pelo tempo e pelo dinheiro, muitas vezes). Pede um crepe – aprecia culinária francesa e nem sabe. Revestido de responsabilidade e do medo, fala para si: “– O Rio de Janeiro anda tão violento”. Há de ser punido, se algo acontecer. Seu chefe, bem, já se sabe qual é a sua paixão.

Depois do curto intervalo, ele retorna a caminhada, de rua em rua, a cada esquina, admirando-se e questionando sobre quantos têm a oportunidade de ver tudo isso ainda vivo. O último pacote a ser entregue, fica na Praça Mauá – um de seus lugares preferidos, resquício de uma cidade que um dia já ferveu pelos seus portos. Até a série que estudou, ele sempre gostou de história e, naquele lugar, ele podia recordar suas aulas e sentir um arrepio ao pensar na imensa circulação que já houvera ali. Circulação de gente, de cor, de raça, de dinheiro, de contrabando, de tudo que uma cidade que outrora orientava-se por uma dinâmica da expansão para fora de si mesma, através de seus portos. Em suas aulas de história, gostava de saber dos detalhes mas, em uma hora, um detalhe chamado sobrevivência lhe forçou a dedicar-se ao trabalho. Sentiu uma lágrima escorrer pela face.

Último pacote entregue. Volta ao escritório de seu chefe, entrega os recibos que comprovam suas entregas. Despede-se e fecha a porta. Mais um dia no Rio de Janeiro, mais um dia de caminhadas cujo propósito de entregas era o principal, mas que escondeu outro muito maior: o de contemplar essa cidade de ambiência cosmopolita! Parou mais uma vez em frente ao Municipal e sentiu orgulho do que fazia. Mesmo aos gritos de um português pouco humorado, ele tinha uma vivência íntima com sua cidade. Conhecia todos os pontos, conhecia pessoas, tinha suas preferências e suas reclamações e, acima de tudo, tinha raízes que faziam-no parte daquilo tudo. Aquele tudo que tinha um magnetismo que ele não sabia explicar. Apenas sentia um arrepio ao passar por tantos lugares. Costumava achar graça nos “gringos” que esbarrava todos os dias: “Eles pagam para vir até aqui e eu tenho tudo isso de graça. É minha cidade”, pensou.

Cogitou beber uma cerveja – ele podia ficar sem comer, mas sem beber, não. Mas, ao olhar o relógio, viu que o dia ingrato já se despedia. Precisava apressar-se para o seu transporte que, certamente, estaria lotado com muitos iguais. “ – Amanhã é mais um dia e posso beber nessa cidad...”, ficou mudo, antes de completar a frase. Repentinamente, um vazio tomou-lhe. “Eu vivo de coisas do passado”, concluiu em um raciocínio simples. Continuou: “O que seria do Rio de Janeiro, sem tudo isso? De praia somente, a cidade não vive! Tem chuva por aqui às vezes. Bem, vou pensar nisso no dia que não existir mais”, e pegou rumo ao seu lar, para um jantar que compensasse o dia inteiro. Precisava descansar e, no dia seguinte, fazer tudo sempre igual.

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Crônica escrita para um trabalho da faculdade. :)

09/12/2007

Qualidade, sempre.

Não sei quanto a quem curte “pegar” um / uma, dois / duas, dez, cem em um mês, uma semana, um dia ou noite, mas, eu acredito que a vida é magnífica demais para ter emoções exploradas, como ingestão de drogas, onde doses cada vez mais fortes e tipos diferentes sejam necessários.

Conversando com amigos e até vagando nos meus próprios pensamentos, percebo que, cada vez mais, as relações têm se esvaziado. E, digo (até que me provem que estou errada e, sinceramente, estou cética o suficiente para acreditar): o ideal é impossível.

Eu vejo tanta gente se magoando em virtude de um suposto hedonismo alheio. Continuando com “ismo”, por que não, egoísmo? É difícil separar as coisas, eu sei. Cada um tem seu momento (de crença nos próprios valores, inclusive) e ele elucida reações e relações. Momentos de experiência podem chocar-se com momentos de candura.

Não acredito que uma pessoa possa amar quem quiser. Aliás, ninguém ama todo mundo. Eu, por exemplo, não amo pessoas que sei que nutrem um amor que, no momento, não é tangível para mim. Nunca aprendi, sinceramente, a desfazer isso.

Aquela tecla da franqueza fica ali, piscando, pedindo para ser pressionada. Já que tudo vem sendo virtual, por que não essa analogia? As pessoas se juntam e, muitas vezes, nem sabem o porquê. O resultado: brigas, desentendimentos e com sorte, uma amizade sadia, no futuro. Eu te amo não é bom dia, definitivamente. Francamente, receberias bem a sinceridade de um “só por hoje” ou de um “tenho outras prioridades, mas também tenho necessidades”?

Amar é sublime, é um sentimento único. Você pode ter uma noite de luxúria com alguém e não ter isso em uma vida toda com seu / sua parceiro (a), mas, isso jamais será amor. Como diria Rita Lee, “sexo é escolha, amor é sorte” – e é mesmo.

Envolver-se com alguém não significa acorrentar. A prisão clama pelo antagonismo. Envolver, enlaçar, abraçar, requer, no mínimo, tato. Se você se irrita com você, quiçá com o outro! Eu posso adorar todas as coisas que fazes e o contrário não acontecer. Ou vice-versa! Ou nenhuma das duas possibilidades. Quer saber? O gosto é o de menos. Coordenar razão, emoção e desejo é o nome do desafio.

Quem de nós está apto a dizer “Eu sou o certo”? Ninguém, presumo. É por isso que insisto na ordem do impossível. Se viver dói, amar não tem cura. E, em uma noite, você não experimenta nem metade do que experimentaria ao lado de uma única pessoa.

Paciência tem um limite... cada vez menor. Ninguém quer cobrança; quer a tal liberdade. De escolha, de sexo, de namoro. Gostar da mesma banda ou do mesmo sorvete não é razão para união. Essa era da informação, cuja resultante é a velocidade em tudo, tem atacado cada vez mais as pessoas. Ficamos longe daqueles que temos afeto, por tempo, dinheiro, seja lá o que, mas ficamos. Daí, o primeiro colo afável vira amor. Mas, essa ilusão acaba tão rápido, que jogamos para o outro a culpa por não completar o que se almeja. Afinal, hedonista é o outro ou você? Na dúvida, não é ninguém. É apenas mais uma relação vazia.

Essa era que “virtualiza”, deixa as pessoas carentes demais. De abraços, sorrisos, de corpo, de amor de verdade, sobretudo. Tudo vira romance. E é superficial, comum, chato e enjoa rápido. Daí, a pluralidade de amores. Condenável, assim como a crença do amor romântico, em um momento onde se preza a quantidade, pela qualidade.

Qualidade exige aperfeiçoamento. E, não vai ser a prática exaustiva e sim, o grau de profundidade com que se tange uma relação, que possibilitará isso. Aprofundar-se, todavia, tem sido utópico – eu chamo de impossível. Viver com alguém tem sido cada vez mais raro. Eu já vivi coisas maravilhosas que, são partes do que sou. Sei que ainda tenho muito a somar, dividir e multiplicar. Hoje, porém, não sei mais querer por dois. Não quero subtrair de mim. Quero por mim e, caso não seja igual, simplesmente não quero nada. O impossível é o outro você – In Lak ech.

O encaixe perfeito, a sintonia e a sinestesia, por vezes, anestesiam e confundem. O “para sempre” é a perfeição e, ela é refutável, quase sempre. É uma análise racional, concordo. Mas, não falo somente por mim. Um seleto grupo de admiráveis pensantes, com os quais tenho discorrido sobre isso, ratifica. Sensibilidade tem se tornado anomalia e amor, coisa de boêmio, flâneur, ou de qualquer termo que legitime filhos da capitalidade. No popular: “TÁ FODA”!

01/12/2007

Foda-se, "véi"

Estou cansada de me dispor a pessoas que afirmam, peremptoriamente, que não fazem uso de nada que não seja sua essência – puro discurso barato! Refiro-me, principalmente, à essa mania ridícula de levantar bandeiras que não são verdades. De fazer teatro para conquistar o que se pretende (ainda que não vá conseguir).

Já passei da fase em que meus hormônios eram meus conselheiros. E, com um deboche incalculável, eu rio daqueles que ainda os tem como guia. Mesmo com todo meu sentimentalismo, eu sustento (com muito mais força) o meu lado racional e, não abro mão dele. Até quando há de se insistir em mentir, dissimular e fantasiar, em nome de vontades tangíveis? Franqueza é uma delícia (adoro)! Pena que não se vende em mercado.

Misteriosamente, esse tipo de sentimento de descontentamento, me dá um certo ar de superioridade. Mesmo com meu tamanho, eu ainda consigo olhar para baixo e ver algumas pessoas. O que vale mais, o ego ou o respeito? Não sou auto-estima de ninguém. Sugue a energia do espelho. Chutei o balde. Foda-se.

25/11/2007

O porquê

É, eu tenho um blog e pretendo expor aqui, “coisas da déb”.
Não sei com que freqüência vou atualizar, mas, juro que tentarei fazer isso. Ultimamente eu tenho feito coisas que, com relevante freqüência, me deixam sem tempo. Repetições me cansam.

É, eu também tenho um fotolog (já é o terceiro, para falar a verdade). Já gostei de escrever lá, mas encheu um pouco (outra hora falo disso por aqui). Gosto de imagens, mas palavras me seduzem muito mais (assunto que merece expansão e, que fica para outra hora também).

Eu adoro escrever – o que não significa, obviamente, que eu faça isso bem. Nem sempre você é bom no que você gosta. Mas gostar incentiva bastante. É uma espécie de auto-incentivo, visto que eu não escrevo para ouvir elogios das pessoas. Todavia, gosto de críticas.

Há pouco tempo, eu estava lendo Wayne Booth por causa de uma prova. Não gosto de ler por obrigação (embora adore ler), mas foi satisfatório. Concordo com ele, quanto à necessidade da escrita para organização do pensamento. Fácil não é.

Eu fico o tempo todo pensando em tantas coisas, que parece transe. Na sexta, eu quase caí da escada de uma passarela, porque eu estava tão longe, observando um passarinho. Acredite, eu tenho feito isso com certa freqüência – cair e observar pássaros, também.

Vou tentar praticar o que aprendi com Booth (descobri uma paixão devastadora por pesquisas!) e o que aprendo todos os dias comigo, escrevendo.

Tenho andado distraída demais.